IDEIAS
O Cívico XXI apresenta um programa de reforma estrutural orientado para modernizar o Estado, reforçar a soberania nacional e aumentar a capacidade operacional de Portugal.
Cada área estratégica é enquadrada por um princípio orientador, seguido de prioridades programáticas concretas.
I. Reforma do Sistema Político
Um sistema político sólido exige transparência, responsabilização e proximidade aos cidadãos. A confiança democrática depende da clareza institucional e da exigência no exercício de funções públicas.
Prioridades:
• Transparência integral das votações parlamentares e presenças.
• Avaliação periódica de desempenho de titulares de cargos públicos.
• Redução de nomeações políticas para funções técnicas.
• Estudo de modelos de representação com maior proximidade territorial.
• Reforço dos mecanismos de fiscalização parlamentar.
Objetivo: reforçar a confiança institucional e aproximar eleitos e cidadãos.
II. Justiça e Transparência
Sem justiça célere e previsível não existe estabilidade democrática nem confiança económica. A modernização da justiça é condição essencial para o desenvolvimento nacional.
Prioridades:
• Definição de prazos processuais máximos com responsabilização institucional.
• Digitalização integral dos processos judiciais.
• Simplificação legislativa.
• Publicação clara de indicadores de desempenho dos tribunais.
• Reforço dos meios técnicos e humanos nas áreas de maior congestionamento.
Objetivo: garantir previsibilidade jurídica, eficiência processual e igualdade perante a lei.
III. Serviço Nacional de Saúde
Um sistema de saúde sustentável exige gestão profissional, organização eficiente e foco no cidadão. A saúde pública deve ser tratada como prioridade estrutural.
Prioridades:
• Profissionalização da gestão hospitalar.
• Autonomia responsável das unidades de saúde.
• Redução estrutural das listas de espera.
• Transparência nos contratos e parcerias.
• Digitalização eficaz e interoperabilidade de sistemas clínicos.
• Valorização das carreiras médicas e de enfermagem.
Objetivo: assegurar qualidade assistencial, sustentabilidade financeira e confiança pública.
IV. Soberania Económica e Produção Nacional
A resiliência económica depende da capacidade produtiva interna. Portugal deve reforçar setores estratégicos e reduzir dependências estruturais.
Prioridades:
• Incentivos à reindustrialização estratégica.
• Valorização da economia do mar.
• Apoio à inovação tecnológica e industrial.
• Simplificação regulatória para empresas produtivas.
• Estratégia nacional de clusters industriais.
Objetivo: aumentar autonomia estratégica e robustez económica.
V. Reforma Fiscal
Um sistema fiscal moderno deve ser simples, transparente e previsível. A complexidade excessiva gera ineficiência e desconfiança.
Prioridades:
• Simplificação do número de impostos e taxas.
• Agregação de tributos dispersos.
• Redução gradual da carga fiscal sobre famílias e pequenas empresas.
• Transparência na utilização da receita fiscal.
Objetivo: tornar o sistema fiscal compreensível, estável e menos penalizador.
VI. Família e Natalidade
A sustentabilidade demográfica é condição essencial para o futuro do país. O Estado deve criar condições para estabilidade familiar e conciliação entre vida profissional e pessoal.
Prioridades:
• Benefícios fiscais progressivos por filho.
• Incentivos a modelos laborais flexíveis para pais.
• Políticas de conciliação efetiva entre trabalho e família.
• Apoio à parentalidade, independentemente da composição familiar.
Objetivo: promover estabilidade demográfica e reforçar a coesão social.
VII. Defesa e Soberania Nacional
A segurança nacional exige Forças Armadas valorizadas e capacidade estratégica clara. Defesa e soberania são pilares da estabilidade institucional.
Prioridades:
• Reforço do investimento estratégico em defesa.
• Valorização das carreiras militares.
• Proteção ativa da Zona Económica Exclusiva.
• Desenvolvimento de capacidade logística e tecnológica associada à defesa.
Objetivo: garantir segurança, autonomia estratégica e capacidade operacional.
VIII. Modernização das Infraestruturas
Infraestruturas modernas são base de competitividade económica e segurança nacional. Portugal deve alinhar-se plenamente com normas europeias e internacionais.
Prioridades:
• Modernização integral da rede ferroviária segundo padrões europeus de interoperabilidade.
• Reforço das ligações ferroviárias internacionais.
• Auditorias técnicas periódicas a infraestruturas críticas.
• Modernização e reforço da rede elétrica.
• Plano nacional estruturado de prevenção de cheias.
• Estratégia permanente de mitigação e prevenção de incêndios.
Objetivo: aumentar resiliência estrutural e competitividade logística.
IX. Reforma da Proteção Civil
A resposta a calamidades naturais exige estrutura profissional, cadeia de comando clara e capacidade permanente de intervenção.
Prioridades:
• Reestruturação do modelo atual de proteção civil.
• Criação de uma Força Nacional de Emergência e Engenharia.
• Estrutura profissional permanente com integração na capacidade militar.
• Brigadas especializadas em incêndios, cheias e engenharia de emergência.
• Cooperação estruturada com bombeiros voluntários e autoridades locais.
Objetivo: assegurar resposta rápida, coordenada e tecnicamente preparada a emergências nacionais.
X. Simplificação das Forças de Segurança
A eficiência institucional requer estruturas claras e eliminação de redundâncias administrativas.
Prioridades:
• Estudo técnico para eventual unificação estrutural das forças de segurança de âmbito nacional.
• Eliminação de sobreposições administrativas.
• Cadeia de comando racionalizada.
• Garantia de especialização territorial urbana e rural.
• Sustentabilidade financeira e operacional.
Objetivo: fortalecer eficiência, proximidade e robustez operacional.
XI. Desporto, Ensino e Identidade Nacional
O desporto deve ser entendido como uma política pública estruturada, simultaneamente instrumento educativo, fator de projeção internacional e elemento central de coesão social. A articulação entre ensino e prática desportiva é essencial para formar talento, promover saúde pública e consolidar uma cultura de responsabilidade, respeito e fair play. Para além da competitividade, o desporto deve reforçar a identidade nacional e contribuir para a formação cívica das novas gerações.
Prioridades:
• Implementação de um modelo transparente de organização do desporto profissional.
• Estudo de venda centralizada de bilhetes pela liga profissional, com critérios claros e combate à especulação.
• Definição de mecanismos de transparência e equilíbrio na distribuição de receitas desportivas.
• Criação de um Plano Olímpico Nacional plurianual, com metas objetivas internacionais.
• Estabelecimento de centros de alto rendimento especializados por modalidade.
• Implementação de um sistema estruturado de deteção precoce de talento.
• Integração efetiva do desporto no percurso escolar.
• Organização estruturada de competições inter-escolas.
• Criação de bolsas académicas associadas ao mérito desportivo.
• Incentivos à valorização e permanência do talento nacional, com reforço do apoio a clubes formadores.
• Implementação de três bancos técnicos: dois para as equipas técnicas e um banco comum para jogadores suplentes, promovendo convivência institucional e redução de tensões.
• Introdução de momento protocolar obrigatório no início e no intervalo das partidas, com cumprimento formal entre equipas.
• Promoção de gesto simbólico de confraternização após partidas de maior relevância competitiva.
• Em cada partida, oferta simbólica de uma camisola oficial ou convite institucional a um adepto do clube visitante para assistir à partida em zona reservada junto das direções dos clubes.
Objetivo: Cultura de respeito e redução de conflitos, transformar o desporto num espaço de competição responsável, reduzir hostilidade entre adeptos e reforçar a mensagem pública de respeito mútuo.
XII. Convivência Escolar e Cultura de Respeito
A escola é o primeiro espaço estruturado de formação cívica.
A qualidade do ambiente escolar influencia diretamente o desempenho académico, a saúde mental e a construção de cidadãos responsáveis.
A prevenção da violência, do bullying e da desordem disciplinar exige uma abordagem estrutural, clara e institucionalmente consistente. Igualdade, autoridade pedagógica e cultura de respeito não são conceitos abstratos — são condições concretas para o sucesso educativo e para a coesão social.
Prioridades:
• Implementação progressiva de uniforme escolar simples, acessível e funcional no ensino básico e secundário, promovendo igualdade visual e redução de pressão social associada a marcas.
• Criação de um Programa Nacional de Prevenção do Bullying, com protocolos obrigatórios e padronizados de atuação em todas as escolas.
• Formação certificada de docentes e auxiliares na deteção precoce de comportamentos de exclusão, violência psicológica e cyberbullying.
• Introdução estruturada de educação emocional e cívica no currículo escolar.
• Implementação de canais de denúncia protegidos, com garantia de confidencialidade e acompanhamento técnico adequado.
• Estabelecimento de regime disciplinar claro, proporcional e aplicado com previsibilidade institucional.
• Reforço do acompanhamento psicológico em meio escolar.
• Apoio financeiro às famílias economicamente vulneráveis para aquisição de uniformes, garantindo que a medida não represente encargo adicional injustificado.
Objetivo: Criar uma cultura nacional de respeito — na escola, no desporto e na vida pública — reduzindo conflitos, fortalecendo autoridade pedagógica, promovendo igualdade de oportunidades e consolidando uma identidade nacional baseada em responsabilidade, mérito e fair play.
O Cívico XXI apresenta um projeto de reforma estrutural, moderado e institucional.
Não propõe rupturas impulsivas.
Propõe modernização responsável.
Este Documento Programático Base estabelece as linhas orientadoras do Cívico XXI, que serão aprofundadas através de estudos técnicos, contributos especializados e participação cívica, consolidando um caminho estruturado de reforma nacional sustentada.
Menos ruído.
Mais Portugal.